Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Caminhando nas nuvens

Céu de brumas límpidas e serenas,
Um espaço amplo de celestialidade e candura:
Assim é tua casa, teu espaço entre açucenas,
Assim é meu coração, num céu cheio de ternura.

Sai de casa e caminha entre nuvens de felicidade.
Vejo-te longe, ao céu, mas com vontade indescritível:
És um anjo de amor em meio a um espaço de verdade.
Sou um ente que lida com a paixão de forma legível.

Desces à terra e vês o quanto teu caminho é carinhoso:
Encantas um caminho rico de beleza e engenhoso.
Há, no entanto, um eco por ti a ser ressoado e calado:

Que, num caminho de nuvens, opera um peito alado,
Que por te ver, clama pelo teu abraço quente;
Que por te ter, não vê mais o mundo cão, sequer doente.

domingo, 7 de agosto de 2011

Desconstrução bonita

Encontrei um caminho de rosas debaixo do meu travesseiro.
Era um caminho límpido, aconchegante e bastante quente.
No meio do caminho, ouvia-se a quebra das ondas.
Na quase chegada, um som me fazia vibrar:
Encontrei-te no meio do caminho.
E agora só quero amar.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Tempo de acreditar

Quando minha voz for escutada,
Sairei de meu breu eterno para a redenção.
Serei o amigo mais sincero, não o amargão,
Pois é hora de notar toda a escalada.

Quando minha voz for refletida,
Em menos tempos sairei para notar
Que toda aventura em um além-mar
Encerra-se no momento da partida.

Quando minha voz for refreada,
Sairei para explanar o que penso,
Já que de nada serve o intenso
e maledicente pavor da armada.

Quando minha voz for apagada,
Todo o mal será reluzente, mas incolor,
Pois de toda a escuridão e amargor
Ficará apenas a alma desenganada.

Sem a voz, sem a força, sem o toque.
Precisa-se de espaço para acreditar
Que todos nós somos mais para amar
E o tempo só reforça tal retoque.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Soneto amoroso

Quando te vi, numa noite cálida e escura,
Soube que não haveria mais luar sem dor.
Afinal, seria assim a distância, impura,
Longe de tua face e de teu amor.

Logo na primeira noite, quente e profana,
Houve um espaço guardado de rica beleza:
"Hás de ter fé e amor, sabor e gana,
Pois jogar comigo é uma mágica gentileza".

Tempo passa, tempo volta, a pleno vapor.
Momento anda, caminha e transpõe
De que adianta um momento ir sem torpor?

Se lança, por fim, a longínqua caminhada
Em que num afã de grandeza se dispõe
A mais rica das cabalas: ser da bela amada.